sexta-feira, 30 de março de 2007

Anselm Kiefer



Completamente imperdível! Anselm Kiefer no Gugguenheim de Bilbau!

Uma exposição esmagadora, aqui, a um passo da "parvónia". Só para ver o Museu por fora vale a pena a viagem.

PS: Kiefer raramente assina as suas obras. Às vezes deixa o registo (assina) "fur Julia".

O Beijo Francês é Eterno



Adeus definitivo? Como se pode despedir o que é eterno?

quarta-feira, 28 de março de 2007

A Verdade e a Mentira

P`rá mentira ser segura
e atingir profundidade
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.


                            António Aleixo

segunda-feira, 26 de março de 2007

Salazar, José Castelo Branco e ... o graaaaande José Maria

Os concursos de entretenimento para totós são sempre curiosos. Os vencedores, como não podia deixar de ser, são também totós. Diria mais: para impressionar totós, super totós. Como já tinha referido em post longínquo, o Botas manipula eleições mesmo depois de morto. É a sua sina. Aldrabão mesmo na eternidade. Manipulador desde a ilha guardada por Cérbero.

Preocupante não seria esta "vitória" do beato amaricado (desculpem-me os homossexuais, mas é só para chatear uns montes de merda de cabelo rapado e poucos neurónios na mona). Preocupante é este exemplo de lamacento serviço público prestado pela RTP e pela inenarrável Maria Elisa. O Concurso foi uma fraude e quem colabora com fraudes e as aceita (para este ou para outro "concorrente) é conivente com a fraude e deve ser julgado por isso. Até ao mais alto nível: o dos tribunais.

Para terminar, e em jeito de "moral da história": esterco gera esterco e o cheiro chega a todo o lado.

domingo, 25 de março de 2007

Feliz Aniversário Europa

O "doente incurável" de Nietzsche, faz 50 anos. Vinda da Fenícia nos robustos braços de Zeus, caminha outra vez para oriente. À doença crónica juntar-se-á  a esquizofrenia dos Balcãs e o reflexo em negativo da Anatólia. Aguentará o doente o choque civilizacional? A entropia murmurante borbulhando nos interstícios intranacionais e os colossos político-étnicos exteriores, actuarão como titãs esmagando a frágil coesão?

A guerra é uma constante humana no espaço e no tempo. A Europa extinguiu a guerra no seu seio e uniu inimigos de sempre. É esta, a guerra, a hidra preocupante e ameaçadora. A Paz, ao contrário do que se pensa ,  torna-nos desumanos e a nossa formatação ancestral faz  troar os tambores quando ela  se acomoda aos homens como se sempre, estes , a tivessem vivido e  a guerra não fosse mais do que um distante filme descolorido e estranho. Hoje, no meio das mais rocambolescas guerras virtuais e electrónicas os tambores tornaram-se silenciosos. A guerra já não entoa cânticos tribais, não suja o chão pátrio,  nem usa o folclore do sangue. É límpida como a água, calma como a brisa e avança como metástases na corrente vital. Como na caverna de Platão, a realidade não passa de um conjunto de sombras que nos dão a ver e a conhecer. A liberdade torna-se, assim, inalcançável . Incompreensível e manobrável. As sombras serão condição para a felicidade. Ama as sombras e serás feliz. A sombra não deixa distinguir os traços que dão contornos à liberdade.

Se a Europa durar mais 50 anos, o mundo poderá rasgar as trevas e trazer um pouco de luz ao homem e à natureza. O Mundo será um pouco melhor e o choque de civilizações poderá não passar de um sonho mau do início do século XXI.

sexta-feira, 23 de março de 2007

O Momento da Palavra Descalça



 


                  Tão pouco tempo...


Foi tão pequeno por ti


O momento da palavra descalça


Na areia impossível de entender.


 Sempre sozinho trará leituras


Para conseguir espreitar


Os barcos.


 


Em vão drogas atiradas ao mar e nunca


Recuperadas por corpos suados do mar


E punhos com latidos de lá.


 


Procura nos teus sonhos


Mulheres de costas voltadas ao Sol.


 


Rebentou um canhão na província.


Os camponeses procuraram não rir.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Políticos e Fraldas

No filme "Homem do Ano" (Man of the World):

Os políticos são como as fraldas. Têm de ser mudados com frequência e pelos mesmos motivos...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Não perca os próximos sopapos... perdão, episódios.

O que eu dizia em post de 13 de Março (Duelo à Sombra de um Táxi) aconteceu. O CDS/PP é o verdadeiro apologista das causas fracturantes. Tanto que até se fractura a si mesmo e, pelos vistos, só falta fracturar cabeças. Mas não percamos a esperança: a procissão ( tão cara a este partido - e bem partido) ainda vai no adro...

domingo, 18 de março de 2007

Aquecimento global

Novo Aeroporto de Lisboa

Só pelo que traria em termos de imagem para o país  a travessia da ponte Vasco da Gama e do Mar da Palha, valeria a pena construir o novo aeroporto de Lisboa na margem sul.

Quem aterrasse no novo aeroporto ficaria com uma imagem do país ao nível dos melhores "cenários" que podemos encontrar no mundo. Não seria transponível para o país inteiro, onde abundam balbúrdia, cinzentismo e  caos, mas ficaria certamente na memória. A entrada em Lisboa pelo sul, por qualquer das pontes, é do melhor que temos para mostrar a quem nos visita. Só por isso , eu que não percebo nada de aeronáutica e até tenho medo de andar de avião, acho que valeria apostar nesta alternativa e esquecer a OTA.

sábado, 17 de março de 2007

Um Torneio Escada

Este blogue não serve para falar de coisas pessoais (não confundir com coisas de pessoas). No entanto hoje vou fazer uma excepção e vão ver que valerá a pena.

Há dois anos  comecei a jogar ténis. Tinha jogado até então duas ou três vezes na vida. Influenciado por um  amigo e pelo meu filho mais novo, tenho vindo a jogar 1 vez por semana e , até, (pudera) a evoluir bastante. Acontece que no clube onde jogamos organizaram um "torneio escada" e meteram-me ao barulho. Um torneio escada, vim a saber depois, é uma competição que se arrasta por vários meses e onde os jogadores são seriados num ranking em que os melhores estão nos primeiros lugares e os piores, como é óbvio, nos últimos. Quando fui ver a seriação até fiquei surpreendido, estava a meio da "escada" com uma série de jogadores, que não conhecia, estrangeiros atrás de mim. À minha frente um tal de Jean , holandês. Este tipo de torneio funciona por desafios: um jogador desafia um dos dois jogadores que  lhe está logo acima e, em caso de vitória ocupa-lhe o lugar (sobe na escada) descendo o derrotado ao lugar do vencedor (desce na escada). Durante o torneio, os melhores vão subindo lentamente enquanto os menos bons se vão aproximando do fundo da tabela.

Como me competia, desafiei o jogador que estava mesmo por cima de mim, o tal Jean . O desafio foi aceite e marcado o jogo para hoje, pelas dez horas da manhã.

Também como me competia, tratei de colectar informações sobre o jogador desafiado. O pouco que soube deixou-me tranquilo e confiante: o senhor tinha 69 anos, era canhoto mas uma terrível artrose tinha-o obrigado a passar a jogar com a direita e o seu grande handicap era o serviço. Por outro lado, tinha sido um jogador de top e continuado ligado à modalidade como professor durante toda a vida. Experiência não lhe devia faltar...

Apostado em passar os últimos dias da vida sob o reconfortante sol algarvio, jogava ténis várias vezes por semana e tinha até lições particulares com o professor-mor do clube.

A idade, a história da mudança de mão e a minha "juventude"( menos 20) deram-me, como já disse, confiança e nem dispensei  uma longa e pedestre visita de estudo, com os meus alunos,  pelos meandros da cidade de Tavira, na sexta -feira, que me deixou de rastos.

De uma simpatia desarmante, o senhor Jean despachou-me, em hora e meia, com um inquestionável 2-1: 6-2;  4-6  e 6-2.

Quem me dera jogar ténis e ter a simpatia do sr. Jean aos 70 anos. Bem a simpatia será, certamente mais fácil...

terça-feira, 13 de março de 2007

Duelo à Sombra de um Taxi

Portas, Paulo Portas, recauchutado , desafiou: directas já! Imperial, sobressaiu do limbo e escolheu a luta mortal.

O outro, sem receios e ufano, respondeu com virilidade. Desafios e luta são o meu pão, a minha vida, o meu destino. O desafio será bem vindo e suspiro pela refrega mas as armas escolho-as eu!

Suspense no plateau e ainda as coisas vão nos preliminares.

As armas serão, batendo no peito, o soberano congresso!

Directas!

Congresso!

Directas!

 Congresso! 
Ficaram horas nisso (alguém disse anos?) e nada. As duas partes anunciaram o imperdível acontecimento. O extraordinááááááário ajuste de contas.

As duas hostes arrastaram-se pesadamente para os locais onde seria, finalmente, decidido o presente e o futuro do país.

Um, ganhou as directas!

Outro ganhou o congresso!

E foram felizes para sempre!

P.S. O país tornou-se à sua imagem e semelhança e entrou num táxi que o levou para a terra dos sempre-em-pé.

segunda-feira, 12 de março de 2007

O novo movimento "slow building"

Estádio do Wembley vai ser inaugurado com um ano de atraso depois de derrapagem ciclópica nos custos. Onde?! Onde!? Onde?!

Mas não é só em Portugal que isto acontece!?

Mas afinal quantos grandes estádios há em Londres? Não tinha sido, no outro dia, inaugurado o do Glorioso ... perdão do Arsenal?

sexta-feira, 9 de março de 2007

Arquitecto Árvores



Arquitecto árvores


Recito serpentes alienadas


Monstros na superfície do silêncio


Rebento os poros aquáticos


De corsários na dança dos espelhos


O pus nu das tranças enjauladas.


 


Pomba sem ramos


Ecos de um olhar que não entendo


Abraço cru na noite lacrada.


 


Tudo o sinto por ti


E por ti recito serpentes alienadas


Por flautas do pensamento.


 


Vem, passo na noite


Canção embriagada pelo vento


Nas fraldas da tempestade homérica


Em garrotes fascizantes .


 


Adoro-te e por isso arquitecto árvores


Até à eternidade ...


 


 

quinta-feira, 8 de março de 2007

Convite para jantar


0000dcbz


Sonhos de uma noite de Verão...


Tragam-me as estações de volta...

"Há petróleo no Algarve!"  Depois das low cost a darem-nos cabo da tranquilidade da "época baixa",  vêm agora os caçadores de crude ameaçar-nos o ano inteiro. Por favor, instituam a tão vilipendiada sazonalidade. Os indígenas; pessoas, animais, plantas, areias, águas, ares, pedras e por aí fora; agradeceriam. E estou certo que os que nos visitam também. O que parecendo um paradoxo, pensando bem, não é.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Sua Eminência a RTP

São estes espectáculos deprimentes que nos impedem de dar lições aos ayatholas do Irão. A RTP, televisão pública, paga por todos nós, cristãos (de várias sensibilidades), muçulmanos, judeus, hindus, budistas, sikhs , taoístas , agnósticos, ateus e outros, desrespeitou o serviço público com a aspersão benta do cardeal patriarca de Lisboa. A independência, tão apregoada, arrojada ao chão numa inauguração que se pretendia apoteótica.

terça-feira, 6 de março de 2007

A recuar assim ainda me cativam...

O governo recuou na penalização que anteriormente pesava sobre os candidatos a professores titulares que tivessem dado, nos últimos anos, faltas por maternidade ou paternidade.
Sabendo que os professores só estão em condições para se candidatar a professores titulares depois de cerca de 20 anos de serviço, isto atira a idade de entrada para este patamar de "excelência" lá para os 50 anos de vida de um professor. Com estas idades a maternidade e a paternidade, dizem as estatísticas, são residuais. Vejam portanto a amplitude do recuo!

Já agora podiam também despenalizar as faltas aos candidatos a professor titular, dadas durante os últimos anos,  para acompanhar os concertos dos D`zart . (se fosse para acompanhar os filhos, não valia, era considerado batota!)

domingo, 4 de março de 2007

Num país assim é que eu gostava de viver

Uma unidade do exército suíço fortemente armada, constituída por 175 militares, irrompeu por território do Liechtenstein (ufa!) e só quando já estavam 2 kms no interior deste país ( ou seja, quase o tinham atravessado) é que deram pelo sucedido. Tratou-se, claro, de um engano. As autoridades do Liechtenstein (ufa!) só se aperceberam do sucedido depois do governo suíço ter pedido as devidas desculpas (se soubessem que isto se iria verificar, certamente, não o teriam feito).


ps . Já agora, em qual dos dois é que gostaria de viver? Em qualquer um, claro! Num país que dá tanta importância ao Alberto João quando a Madeira nunca invadiu ninguém, qualquer um serve.

sábado, 3 de março de 2007

Já se sente o cheiro da revolução

À chegada à assembleia-geral da Portugal Telecom,  Henrique Granadeiro e Joe Berardo aclamados por sindicalistas e trabalhadores da PT.


Resistentes antifascistas dirigem-se para Santa Combadão...


Kim Jong-Nam, filho do grande líder norte coreano, pode vir a Portugal.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Um Homem no Meio da Seara

A seara tinha-se feito linda, saudável e alta. O homem, no meio dela, confundia-se com a paisagem. Não parecia um homem, era um elemento da seara. Ninguém distinguia uma espiga da outra, uma cabeça de uma espiga dourada. Tudo era tudo,  nada também. O homem sentia-se despersonalizado e triste. A beleza da seara só era perceptível vista  de fora. Ondulando ao vento, a vegetação áspera provocava-lhe cócegas irritantes. A auto-estima individual diluía-se na murmurante multidão anódina.


O homem não aguentou mais: urrando ao vento esmagou a seara envolvente e emergiu uno e imperial. Na paisagem vislumbrava-se claramente uma figura humana erecta e besta. Um narciso reflectido na superfície polida da solidão.


 


P.S. Se a paciência não tivesse limites  tempos de ceifa viriam breves e o nosso homem tornar-se-ia ceifeiro e colheria as espigas prenhes de futuro.


 

quinta-feira, 1 de março de 2007

Caminhos Desencontrados



Como nos filmes em que parece que os dois correm para os braços um do outro e... afinal seguem para os braços de outros. Ou para as asas...

Tudo também pode ser nada

  (sem rede) Se tudo não passasse de um desaparecimento atrás de uma esquina chanfrada, daquelas que não custa nada, mesmo nada, dobrar, u...