quinta-feira, 27 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fábio, o seu nome é Fábio

Fábio, o seu nome, se ainda não se aperceberam, é Fábio.  


É seguramente, em termos de arte futebolística, um joga-


dor que aglutina  os génios de Cristiano Ronaldo e Figo. O


talento e a criatividade flamejante de Ronaldo, a inteligência,


a frieza e a visão estratégica de Figo.


NO Glorioso parece que ainda não se deu por isso. Pelo


menos ainda não foi emprestado neste príncipio de época.


 


Vamos  ver, se mais uma vez, não deitam fora o bebé com a


água suja.


 


Se fizer toda a presente época nO Maior, nO Grande, certamente,


estará para o ano que vem no Manchester United.


 


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Um dia destes a chuva há-de voltar



quando o suor te desce da ponta dos cabelos. quando as areias te escaldam as solas dos pés. quando as noites te queimam os miolos e ardes de insónia. pensa nos ruído da chuva nos telhados e os dias voltarão a ser o que eram antes de te teres deixado seduzir pelo verão.

domingo, 9 de agosto de 2009

A Praia da Fábrica e os automóveis anti-divã


Foto gentilmente surripiada a Claudia F.


 


Em Agosto o Algarve torna-se complicado. Não para que os que nos visitam pois esses são os responsáveis pela complicação de que vos falo. São "os agostinhos" epíteto que um meu amigo olhanense lhes aplica porque convergem todos a esta maravilhosa terra em Agosto. Aliás o que acontece em todos os Agostos em todas as terras turísticas do mundo.


Vais comprar o jornal, já acabou. Vais meter o euromilhões, está uma bicha até à rua do fundo. Vais tomar um café, não tens mesa. Vais ao restaurante, esperas 2 horas pela mesa,  duas pelo empregado, duas  pelo conduto e duas horas pela conta. E tudo aos repelões, com caras de caso e com os agostinhos a refilar e amuados com a confusão que eles próprios criam.


 


Hoje para fugir a este estado das coisas fui dar uma voltinha na minha velha Honda. Barrocal e Serra (até para ver como é que isto vai de incêndios), tudo fantástico como sempre. Santa Rita, terra da minha mãe Rita, serena e acolhedora (uma construçãozita aqui e ali esquisitam mas aceita-se). Quando me ia deitar na curva para a Quinta da Cativa um pensamento mau (normalmente bom) invadiu-me a cachimónia: um cigarrinho na Fábrica. Ria e mar com Cacela-a-Velha a espreitar lá do alto. Este, habitualmente bom - pese embora os malefícios do tabaco -, espreitar da ria, constitui um dos melhores divãs para a minha frágil e convulsa mente.


 


Quando cheguei ao cruzamento,  na estrada que leva do Ribeiro do Álamo e Cacela-a-Velha, já os automóveis tomavam conta das duas margens do alcatrão. Quando entrei na estrada da Fábrica, a loucura já era assinalável: carros dos dois lados da estreita via quase impediam a passagem de um carro, os cruzamentos eram manobras dignas dos melhores pilotos de moto trial. Dentro da localidade a loucura era total: nós de tal forma complexos impediam a maior parte dos carros de prosseguir o caminho que os seus ocupantes tinham delineado. À primeira vista pareceu-me que só pelo ar ou pelo mar. Com a minha velha e dedicada mota, lá fui furando como pude entre aquela amálgama de lata e plástico e pus-me dali pra fora rapidamente e doente com a alucinante experiência  vivida.


 


Como é possível que tanta gente se sujeite a tanta dor para ir e vir "descontrair" até à praia. A praia da Fábrica, garanto-vos é uma coisa do outro mundo. Mas o querer não pode constituir nunca a morte do querido e do ...querendo.

sábado, 8 de agosto de 2009

o tempo é relativo como a vida dos que nunca se benzeram nas pias prenhes de água benta

Raul, um homem grande e simpático


 


1929-2009


 


Quando eu era menino ouvia-te na rádio. A aldeia toda te ouvia. Depois entraste  pela janela interior da televisão e ficámos a saber que eras um homem pequenino e simpático. Nunca mais nos deixámos e nunca mais nos deixaremos. Deste-nos tanto em troca de nada. Tu eras um homem dos maiores que já conheci. E sempre tão simpático. Tenho a certeza que a aldeia (tão diferente dos tempos da rádio e da tv a preto e branco), toda a velha aldeia, te chorará com a mesma emoção com que te adorava e ria com as tuas palavras e, depois, gestos de criança desajeitada.

Tudo também pode ser nada

  (sem rede) Se tudo não passasse de um desaparecimento atrás de uma esquina chanfrada, daquelas que não custa nada, mesmo nada, dobrar, u...