quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Há noites assim



O algarvio Portimonense é eliminado em Aveiro depois de ter desperdiçado uma grande penalidade. A lagartagem sai de Fátima com um anti-milagre e o meu Clube afunda-se no Bonfim.

Bonfim parece-me que não vão ter  o Vieira e o Camacho. O Glorioso é um barco sem rumo, um navio a esfrangalhar-se sem homem do leme.

Volta Artur! Estás perdoado. Depois de tudo o que se passou como querem ainda fazer de ti o culpado do desvario criminoso dos últimos presidentes.

Ditaduras apetecíveis



Se o Zimbabwe tivesse petróleo também seria amigo do Robert e iria à cimeira UE - África com gosto.

sábado, 27 de outubro de 2007

Inteligência ( ou melhor:competência cognitiva)

Será que quando exibo o meu melhor bronze estival, sou mais burro?

Há por aí algum prémio Nobel que me esclareça?

Dão-se alvíssaras!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Mitos e realidades




Que viva o mito e se lixe a realidade!

Asta siempre!

Tavira, a triste



O Palácio dos Vaz Velho, aqui na foto à nossa direita, está votado ao abandono e a uma deterioração lamentável. Um dos edifícios mais notáveis da cidade de Tavira  caminha inexoravelmente para a ruína. É uma vergonha para nós tavirenses, é uma vergonha para os que nos visitam. De quem será a responsabilidade de tal criminoso abandono? Adivinho que já chegaram à resposta. É tão fácil, não é...? Sem este alçado com quintal para as águas,  o reflexo prateado do Séqua/Gilão nunca mais será o mesmo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

E o homem criou os deuses

 



 


 


O homem criou deus ao longo de milénios. A obra é o que é. O homem o fez o homem o fará desaparecer. Perecerão juntos... e parece-me que, como sempre, a desconstrução  será mais rápida do que a construção. Muito mais rápida...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A criatura e a criação ( a vida e a morte)


 


 


 


A vida, esta vida, não faz sentido sem a morte. Paradoxalmente tudo fazemos para fugir a esta última. Uns escolheram o embuste já há muito traçado: a religião. Enganam a si próprios crendo numa vida eterna e bem melhor do que a sacrificada que levam, para além dela. Virgens e outros petiscos assombrosos os esperam post mortem . E quantos crimes se cometem procurando uma passagem rápida para este mundo sensacional sem sensações. Sem sensações porque sem o bem não existe o mal. Num mundo paradisíaco não há festa, nem rito, nem mito. sem rupturas persiste a morte. A vida no "céu" é, assim, a confirmação da morte.


 


Outros tentam, desesperadamente , sobreviver através das suas criaturas. se as criaturas têm memórias (são vidas), pode-se prolongar a vida depois da morte. Familiares, amigos, inimigos e simples conhecidos transportam-nos mesmo depois dos bichos terem começado o seu trabalho após o último suspiro. Mas estas criações efémeras depressa nos seguem no caminho sem retorno e com elas morremos outras vezes. Mais uma vez a morte nos é favorável: quantas mais vezes morrermos mais tempo persistimos vivos.


 


Finalmente os desafiadores da morte que através da criação artística pensam livrar-se da velha senhora. Estes crêem que as suas criações serão o garante da sobrevivência histórica. Quanto maior a criação, maior (e melhor, diria eu) será a viagem pelos labirintos da existência. Fecha-se o círculo. A arte imita a religião. O eterno encerra-se no fim. A criação e o criador, o grande criador, frente a frente nos confins da planície eterna. No vazio estéril da unicidade. No retorno (eterno) ao tempo antes da vida. No regresso ao aconchego da não existência.


A criatura autonomiza-se e rejeita o criador no momento da "ultima cinzelada". Seguem caminhos diferentes e por vezes antagonizam-se e anulam-se. A sobrevivência da criatura não transporta a imortalidade do criador. Nem mesmo quando a criatura se torna num mundo dentro do mundo e se impõe como parte da história da humanidade. O artefacto artístico, aliás, não existe em si. É apenas um feixe de sensações na psique dos que os apreciam. Uma miríade de complexos que os sentidos peneiram e revolvem até ao destino final mas não último dos vivos. Quando ouço as sinfonias da Beethoven, não reconheço nelas um velhinho surdo e triste . Quando admiro os "Girassóis" de Gog , nunca me sinto transportado à húmida e sombria juventude do seu criador, nós férteis polders dos Países Baixos, quando me envolvo nas palavras proféticas de Pessoa, não vejo um ser andrógino esgazeado pelos vapores do álcool.


 


Ao contrário de Camões, não entendo a arte e a glória como uma forma de libertação da morte. Penso a vida mais como um "filósofo politicamente incorrecto": " Cago na imortalidade sem corpo"! 

sábado, 20 de outubro de 2007

Referendo e populismo



Este é um blogue de esquerda. Todos os que por aqui passam o sabem. No entanto vou desiludir muitos com este post .


 


Sou contra referendos. Ou melhor, acho que referendar algo só em casos verdadeiramente excepcionais e mesmo assim com reticências. Tipo:


Concorda com a integração de Portugal em Espanha, passando a constituir uma das suas regiões autónomas?


Ou, Concorda com a reintrodução da pena de Morte em Portugal?


Ou ainda, Concorda com a restauração da monarquia em Portugal?


 


Como estas questões seriam sempre raras, estapafúrdias  e excepcionais, sou, em regra, reafirmo, contra referendos.


 


Acredito na democracia, confio na representatividade dos eleitos para decidir e aceito a vontade da maioria dos representantes na Assembleia da República.


 


Em tempos de populismo e de desconfiança em relação aos eleitos e aos políticos em geral, penso que ainda é mais pertinente a negação do poder dos referendos. E os políticos são como os outros profissionais. Há bons, maus e assim-assim. Ainda por cima têm que ter uma cachola que poucos possuem e aguentar com todo o tipo de enxovalho sem poder, quase, responder. Alguém imaginaria um ministro a chamar mentirosos e corruptos a sindicalistas?  Os políticos têm de mentir algumas vezes e outras de ocultar as suas verdadeiras vontades. E isso é próprio do seu difícil ofício. Quem ganharia eleições se dissesse que ia congelar salários, aumentar impostos ou fazer outras malvadezas do género? E que poderia um ministro responder a um jornalista perante uma pergunta do género: É verdade que Bin Laden introduziu no país operacionais da Al- Qaeda e se prepara um violento ataque terrorista? Claro que iria dizer que não era verdade, que o país estava perfeitamente calmo e em segurança e que a polícia controla qualquer actividade que ponha em causa a segurança dos cidadãos. Mesmo sabendo que era mentira e que o risco de atentado era elevado. Outra resposta poderia dificultar os trabalhos das polícias e levar o pânico às populações.


 


Voltando aos referendos. Estes são uma verdadeira arma nas mãos de políticos populistas. Estou até convencido que num referendo sobre a pena de morte se correria o sério risco de ver ganhar a hipótese da sua reintrodução.


 


Vem tudo isto a propósito de referendar ou não o tal de Tratado Reformador (seja ele constitucional ou não). Sou profundamente contra. Compreendo perfeitamente os argumentos (cínicos ) do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda. Num referendo iriam capitalizar os votos contra, que seriam sobretudo votos contra a situação económica, as medidas anti-sociais do governo e o medo da perda de soberania nacional. Com os partidos de centro-direita apostados na aceitação do tratado, era só facturar. Esta última ( a questão da soberania e da independência nacional)que constitui um logro obeso e facilmente desmontável. Quanto mais integração maior é a força de um pequeno país como é o caso de Portugal. Na comunidade podemos fazer ouvir a nossa voz e influenciar o nosso destino, aqui e no mundo. Sós, ninguém nos ligaria. Foi sempre assim. A nossa independência e a nossa soberania foram bem sentidas aquando do Ultimato inglês, em 1890, ou perante a invasão dos territórios de Goa; Damão e Diu. Inversamente, foi o peso da União europeia que nos ajudou a impor os nossos interesses na questão de Timor.


 

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tavira, a triste

 


 


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O eng . Macário Correia está cansado de Tavira. Depois de ter apostado tudo no cavalo errado nas directas do PSD ( e a cara com que apareceu na noite da derrota, ao lado de Marques Mendes,  diz tudo sobre a sua imensa amargura), volta a apostar, numa reviravolta de 180 graus, no novo paradigma populista de Meneses. Em nome da unidade do partido, ei-lo de novo na estrada que o poderá levar para longe de Tavira em 2009.


 


"Estamos aqui para dizer que queremos trabalhar com moderação e poder ganhar em 2009. Temos de trabalhar todos do mesmo lado", foram algumas das palavras de Macário Correia, cujo discurso foi logo de seguida aplaudido na intervenção de Marco António Costa, um ferveroso adepto do novo manda chuva do partido.


 


Como autárquicas e legislativas vão ser coincidentes no tempo, já estou a ver a estratégia. Candidatar-se de novo à Câmara ( o PSD de Tavira, sem ele, é um deserto estéril) e, se os laranjas ganharem as eleições para a Assembleia da República, dar o salto para o governo da nação.


 


A estratégia comporta poucos riscos:


1 - Com a ineficácia política do PS local, as eleições locais serão um passeio já visto anteriormente;


2 - Se Meneses não ganhar ( o mais provável) não será responsabilizado;


3 - Neste caso, será até um vencedor. A sua primeira escolha não foi esta;


4- Ficando na presidência da Câmara continuará a ter um palco previligeado e rampa política para novos voos na política nacional. Uma espécie de reserva moral dos social-democratas.


 


Para nós, tavirenses, o mais provável é passar a ter um presidente triste e demotivado com tudo o que isso comporta de negativo para o nosso desenvolvimento. Aí,os interesses imobiliários poderão, finalmente, tomar conta dos nossos destinos. A vida tornar-se-á impossível para os que amam esta Terra.


 


 



sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O sexo do sapo





O sexo está para a publicidade como o nu (é sexo, sempre sexo) está para a arte. Não há que estranhar. Está entranhado.

O que não me parece muito ético é utilizar, implicitamente ou explicitamente, a mistura crianças, sexo e publicidade. De tão óbvio nem vale a pena explicar.

Não deve mas é recorrente.

O que é estranho é que decorre actualmente uma forte campanha da adsl /sapo em que, de forma encapotada, se utilizam crianças ( meninas, com a atitude machista da praxe) com expressões de conotação sexual, e "ninguém"  ainda tenha reparado.

"...levei 25 na escada." ....apanhei  x no ..." dito por meninas, levam os receptores para onde?
Para um sapinho simpático e inofensivo? Não sejamos ingénuos.

Num país com uma sociedade civil atenta e interveniente, já este anúncio pró- pedófilo tinha sido retirado dos meios de comunicação social.

Ainda por cima o sapo que alberga este blog e que eu faço questão de utilizar porque é português e... bem feito.

Desculpem-me estar tão politicamente correcto hoje. Deve ser trauma pós semana de trabalho...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O Velho E o Novo ( o estádio e o shopping)




Embora vizinho da cubista cidade de Olhão, já há alguns tempos que por lá não passava. Hoje atravessei-a pela estruturante "rua" 125 e qual não foi o meu espanto  quando ao passar na zona do velho Estádio Padinha* não o ter vislumbrado. Em lugar das velhas ruínas das fábricas conserveiras que o limitavam a Sul, uma vedação metálica envolvia o espaço sagrado daquele pelado mágico. Na mesma vedação o futuro: Ria Shopping . Mais do mesmo. Um espaço insonso para parolos sem sonhos. Os promotores do novo buraco negro de afecto e integridade, é claro.

Neste estádio  joguei dos mais belos desafios da minha juventude e tive a oportunidade única de conviver com alguns  dos meus ídolos de sempre. Quando o meu Desportivo Tavirense (até se me arrepia a penugem) se deslocava à terra vermelha do maravilhoso pelado,  para enfrentar o mítico Sporting Club Olhanense, aos Domingos de manhã (começo sem falhas às 11), quando à saída do balneário nos deparávamos com os "cromos" da bola que começavam a chegar ao balneário para o desafio da 1ª Divisão, da tarde ou quando me deslocava, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, para os grandes desafios do meu Glorioso e dos outros grandes do futebol nacional, aos Domingos à tarde. O fim-de-semana não estava destinado às deslocações ao Estádio Municipal de S. Luís,  9 quilómetros ao lado, onde se exibia o grande rival dos olhanenses, o Sporting Club Farense. Todos sporting ,  mas todos desculpados pela admiração sem fim dum jogador apaixonado. Como tinha cartão de jogador de futebol e passe de comboio porque estudava no liceu de Faro, assistia a todos os jogos do Farense e do Olhanense em casa, sem pagar um tostão.

Como vos disse o Estádio Francisco Padinha* *  já só existe na memória dos que o gozaram até não poder mais, dos que não perdoam a trágica perda e dos que sentiram os travessões e os pitões a agarrar na aveludada terra vermelha. Até a torre de tijolo de burro da fábrica se foi. Aqui onde, por décadas fizeram morada gerações de cegonhas das quais se dizia dependiam os resultados da equipa da casa no seu terreno. Se as cegonhas tivessem no ninho, o resultado seria a contento da equipa da casa, se andassem a petiscar nas lamas dos sapais da Ria, quem  petiscaria seriam os visitantes. Ao menos a alta e esguia palmeira junto aos balneários ainda lá está aspergindo a memória dos que a não respeitam

Não resisto a contar-vos um episódio que, por insólito, me marcou até aos dias de hoje e de sempre. Jogava O Glorioso no pelado do Padinha* um prélio importantíssimo contra o também glorioso SCO . Lotação a 150%, jogo intenso nos primeiros minutos. Guaraci ,  defesa central olhanense,  um guarda-fato da cor do carvão, vindo dos confins do Nordeste (aqui se calhar estou a exagerar, ou é o tempo que o está) dirige-se, qual panzzer , na direcção de uma bola que entra na sua grande área. Na direcção da mesma bola dirige-se, não menos veloz, o gracioso e frágil Nené O choque dá-se em plena meia-lua (estarei a exagerar outra vez na precisão GPS, ou é o tempo que está?) milhares interrogam-se sobre a integridade física do jogador encarnado. Quando o pó assenta, Guaraci está mais imponente do que nunca, Nené (está vive, está vive!) parece um zombie, não sabe o que lhe aconteceu, no entanto mantém, como sempre, os calções religiosamente brancos. Outra figura negra dirige-se agora imperativamente para a poeira suspensa, na zona frontal à baliza. É o suspense total. Leva o braço levantado aos céus e na mão fechado um cartão vermelho agressivo e soberano. Sem hesitações , exibe-o a um ainda apatetado  Nené que,  educado no cumprimento das leis, o aceita humildemente. Nas bancadas os risos, os aplausos e os assobios. O homem de negro introduz o ígneo  rectângulo no traseiro, salvo seja, orgulhoso. Onze rubi-negros contra dez  vermelhos (não me lembro bem o ano - 1976?- mas era certamente pós-25 de Abril). Iria o Olhanense impor a sua superioridade numérica? Sol de pouca dura. O Glorioso, comandado por esse génio de relvados e pelados que dava pelo nome de Vítor Baptista, alavanca-se para uma exibição estratosférica e cilindra os algarvios por sete bolas a uma. Nené, banhinho já dado, sorria no banco.

Foi de certeza a única vez que o jogador dO Glorioso foi expulso ao longo da sua longa e brilhante carreira. Mas a sua conduta irrepreensível não ficou manchada com o episódio. Até, dizem alguns, o envaideceu bastante. Uma pitada de sal numa biografia que até chateava de tão certinha e previsível.

*

O Estádio Padinha* (assim designado em homenagem a Francisco Padinha* * , um grande atleta de Olhão, campeão de luta e de pesos e halteres), inaugurado a 29 de Março de 1923, foi utilizado até 1984, quando o Olhanense se mudou para o actual José Arcanjo. Ali jogaram até à presente temporada as equipas dos escalões jovens, que vão agora mudar-se para o Estádio Municipal (piso sintético).

sábado, 6 de outubro de 2007

A Feira de Tavira (nova corrida, nova viagem)



Tenho revivido as minha feiras  de Tavira dos tempos de meninice, agora através dos meus filhos adolescentes. Nos meus tempos a minha avó materna dava-nos "as feiras", qualquer coisa como 5 escudos, e eu rebentava com elas no primeiro dia da feira. Digo dia porque de noite não punha lá os pés. Nem a minha mãe tal autorizaria nem os transportes para a aldeia o permitiam. Só lá para os dezassete anos comecei a ficar pela noite dentro. Nos dias seguintes da feira, com uma cara de funeral, assistia ao divertimento dos outros e invejava-lhes a "riqueza. Sim, que só ricos poderiam gozar três dias seguidos  de carrinhos de choque, aviões, carrosséis e casa  fantasma.

Agora as atracções  são muito mais e mais espectaculares (vistas pelos olhos de hoje) e os tais de 5 escudos nem par uma volta de avião daria. Agora os carrinhos de choque são 2 euros e cinquenta, o Street   Figther 3 e e o Canguru 2.5. Uma verdadeira fortuna. Sempre a rodar e sempre cheios de adolescentes felizes e abastados.

Nestes últimos anos, desde que o mais novo dispensou o pai das aventuras a dois nos óvnis e carrosséis ( meduço oblige ), passo as noites de feira nas roulotes-bar bebendo umas imperiais e petiscando um polvo seco, na companhia de outros desgraçados pais que não vêem chegar a hora combinada com os seus rebentos (renegociada pela noite dentro com propostas irrecusáveis dos ditos) para finalmente aterrarem em vale de lençóis.

De vez  em quando os meninos e meninas passam pelo local do convívio paterno ( situado em palanque  privilegiado  de observação das diversões) como combinado previamente ou para reivindicarem   reforço monetário.

Desta vez o meu mais novo até ousou experimentar o famoso canguru. Uma espécie de carrossel que gira a velocidades proibitivas enquanto dá saltos bruscos para a frente e para trás. Os pares a isso o "obrigaram" que ele não estava muito para aí virado porque a primeira vez num instrumento de tortura como aquele mais se assemelha a certos rituais de passagem  para a condição de homem,  que põem a vida dos  ascendentes ao novo estádio em verdadeiro perigo de extinção. Como eu dizia, os pares, e principalmente as pares, fizeram-no correr tal risco que a um pai põe em estado de desorientação total. Não que não tivesse já assistido ao mesmo folhetim com o mais velho que agora, do alto dos seus dezassete anos, até no Street Figther se aventura, uma espécie de rampa de lançamento de foguetões com a técnica das fundas dos pastores, que faz as adrenalinas dos adolescentes atingir os píncaros da Lua. Mas ver um pré adolescente aterrado no meio de uma parafernália de ferros e luzes às voltas e reviravoltas a 10 metro do solo não é, certamente, nenhum regalo para nenhum pai. A não ser para aqueles que nunca conseguiram ultrapassar essa fase estúpida da vida. Estúpida mas a melhor e a mais bela de todas...
O que é certo é que o rapaz, que fez as duas primeiras corridas lívido e apavorado no meio de duas meninas da turma, tomou o gosto e repetiu enquanto houve dinheiro. Escusado será dizer que o pai, assustado mas orgulhoso, ainda contribuiu com mais algum numa negociação de dinheiro por tempo. Mais x euros menos y tempo na feira. Que sim, disse o rapaz rápido no negócio,  sabendo ambos que uma parte do acordado não seria cumprido.

O que é certo é que o heróico atravessador de rituais me chegou a casa todo amassado, com nódoas negras pelo corpo todo e com uma soneira que nem os dentes conseguiu lavar. Eu também não cheguei melhor. 4 horas sentado numa rollote-bar não dão saúde a ninguém. Aquelas cadeiras deviam ser proibidas pela ASAE . E já agora, e se esta diligente agência fizesse uma avaliação rigorosa ao "cangurus" das muitas feiras deste  país? Talvez se evitassem uns acidentes graves com jovens inconscientes (desculpem-me o  pleonasmo) e se contribuísse em muito para a saúde mental dos progenitores. Perdiam-se obviamente uns  quantos heróis mas isso é o que para aí mais há...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Uma Crise anunciada



Com O Glorioso, O Grande, O Magnífico nas mãos do sr. Luís Filipe  Vieira, o país nunca mais sairá da crise em que está mergulhado. É pois um imperativo nacional atirá-lo borda fora. Não sei porquê este nome de Luís Filipe não me augura nada de bom nos próximos tempos...

PS: Como eu já tinha adiantado, o espanhol é um bocadinho pior que o grego. E este, como sabemos, de engenharias futebolísticas pouco percebe.

PS1: Cajuda (um algarvio, pois claro) nO Inominável.já!

PS2: (em 10/10/07) Como muita gente se tem lamentado de não reconhecer alguns dos jogadores da fotografia, aqui vão os seus nomes:

Em pé - Adolfo, Malta da Silva, Toni, Messias, Vítor Baptista ( o maior) e Bastos Lopes.
De cócoras - Nené, Bento, Jordão, Shéu e Moinhos.

Praga de Monte Gordo



Havia-te dar uma dor tam grande tam grande,  que quanto mais corresses mai  te doesse e quando parasses arrebentasses!

Tudo também pode ser nada

  (sem rede) Se tudo não passasse de um desaparecimento atrás de uma esquina chanfrada, daquelas que não custa nada, mesmo nada, dobrar, u...