Recito serpentes alienadas
Monstros na superfície do silêncio
Rebento os poros aquáticos
De corsários na dança dos espelhos
O pus nu das tranças enjauladas.
Pomba sem ramos
Ecos de um olhar que não entendo
Abraço cru na noite lacrada.
Tudo o sinto por ti
E por ti recito serpentes alienadas
Por flautas do pensamento.
Vem, passo na noite
Canção embriagada pelo vento
Nas fraldas da tempestade homérica
Em garrotes fascizantes .
Adoro-te e por isso arquitecto árvores
Até à eternidade ...
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