sexta-feira, 9 de março de 2007

Arquitecto Árvores



Arquitecto árvores


Recito serpentes alienadas


Monstros na superfície do silêncio


Rebento os poros aquáticos


De corsários na dança dos espelhos


O pus nu das tranças enjauladas.


 


Pomba sem ramos


Ecos de um olhar que não entendo


Abraço cru na noite lacrada.


 


Tudo o sinto por ti


E por ti recito serpentes alienadas


Por flautas do pensamento.


 


Vem, passo na noite


Canção embriagada pelo vento


Nas fraldas da tempestade homérica


Em garrotes fascizantes .


 


Adoro-te e por isso arquitecto árvores


Até à eternidade ...


 


 

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