quinta-feira, 7 de maio de 2026

Um guardador de poemas maternos

 Um dia por semana, à terça, quando não posso passa para a quarta, como hoje, ando a organizar os textos deixados pela minha mãe (só do seu facebook tirei 100 páginas). Mais as caixas atafulhadas de papéis para neles mergulhar mais tarde. A primeira tarefa é ver se são inéditos. Lá tenho ir com o dedo pelos índices dos seus três livros de poesia publicados, até já estar meio almariado e desistir. Vamos ver se consigo chegar ao objetivo final: publicar estes textos de poesia, ditados populares e até de filosofia. Claro que passo o dia de olhos embaciados, e, às vezes, bem aguados. Hoje deparei-me com este que nos fala da morte do meu pai e seu companheiro de sempre.

(Na manhã mais gelada de todas as manhãs)
Nostalgia
Juncaste de margaridas
O meu caminho
E eu enlacei de amor
As nossas vidas!....
Respirando o perfume
Da flor!
Quando no meu peito...
A paixão queimava como lume.
Era tudo real e perfeito!
Havia amor e carinho.
Cumplicidade...respeito!
Depois partiste!!
Naquela manhã de janeiro
Gelada, fria e triste....
Saudades....sim saudades
Dessa paixão, desse amor
Que queima como fogueira!
E na minha alma existe
Mesmo que o queira....
Ou não queira.

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