se a culpa da tristeza que transportas
fosse minha não seria eu o ente sombrio
revelado nas sombras da nossa ausência
a contemplar a beleza assustadora dessa triste
esfinge que me paralisa de medo
de te tocar e dissolver os anéis de solidão
libertados pela melancolia que nos engole
nas insónias do verão inóspito.
não quero perder-te enquanto as aves
soletrarem as palavras interditas.
Cativa, 19-7-2016 (17:35)
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