segunda-feira, 8 de agosto de 2011

uma casa em beirute


 


Sylvia Beirute é um mistério. E os mistérios aspiram as pessoas, fazem-nas procurar o sentido das coisas.Se as coisas têm sentido e encaixam no racional que tudo reduz ao palpável e indistinto. Desde que conheci o primeiro poema de Sylvia que a sigo, digamos, religiosamente. Religiosamente no sentido (outra vez) de "religare". Conheço gente ligada à escrita que também se agarrou a esta forma de dizer, que entrou no labirinto à procura. À procura de Sylvia: da criadora, porque a criatura é-nos servida, pelo menos em parte, na casa em Beirute. O meu amigo Luís Serguilha até me contou que alguém lhe tinha contado que alguém lhe tinha contado (o mistério, sempre o numinoso mistério) que Sylvia não era Sylvia. Era um homem. E revelou-me, o que lhe tinham contado, depois de ser contado e recontado, o nome de dois possíveis carregadores da suposta poetisa. Conheço os dois e já os inquiri (verbo duro, mas foi com dureza que os interpelei), mas nada. Não sabem quem é. Um deles conta que já a viu e já se mailou com ela e garante-me que se trata mesmo de uma mulher.


Pois bem, o meu sócio Fernando Esteves Pinto conseguiu trazer a poetisa para as 4águas e publicar um seu primeiro livro." uma prática para desconserto" com uma capa belíssima. Para além de ser proprietário em 50% da referida editora, ainda acumulo com o pomposo título de "director editorial" da obra. O que me honra duplamente.


Anseio por conhecer tão misteriosa criadora...

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