sexta-feira, 17 de junho de 2011

planície hilariante


 


A paralisia que governa


A papoila delirante


Grita na noite esquecida.


O som que se esvai por entre


O prazer das voltas no leito


Duro das certezas


É um elixir divino rasgando


As vestes da tua irmã. A tua


Irmã que amas sentado


Na escada que conduz


Ao fogo purificador da culpa


Onde a moral asperge


O castigo ancestral da nobreza


Avançando na memória cruel


Do precipício.


Avanças no teu bocado


De amanhã e o dia estende-se,


Sem propósito visível, por entre


Os sacrifícios da canção dolente.


A viagem é definitiva e o acordar


Cerimonioso do coração embriagará


A planície hilariante.


 


Cativa,  11/5/2011

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