segunda-feira, 25 de abril de 2011

apontamentos de Abril numa aldeia esquecida


No dia 23 de Abril de 1974, o meu irmão entrou para a tropa no Quartel da Atalaia em Tavira. Tinha o destino traçado: a Guerra Colonial. A família destroçada. Dia 25 de Abril tornou-se um soldado de Abril. A festa foi total.


 


Dia 25 de Abril, o meu pai escrevia no pontão que atravessa o ribeiro da aldeia "Viva Spínola". Passados alguns dias  caiava o nome que tinha grafitado antes e discursava na Casa do Povo da aldeia que lhe corriam nas veias glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e glóbulos socialistas...


No 1º de Maio de 1974, eu e outros rapazotes como eu pintámos uma enorme faixa onde se lia Viva a Liberdade e fomos a pé, gritando "o povo unido jamais será vencido, até Tavira para a grande manifestação que aí se realizou.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Tudo também pode ser nada

  (sem rede) Se tudo não passasse de um desaparecimento atrás de uma esquina chanfrada, daquelas que não custa nada, mesmo nada, dobrar, u...