segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O Papa argentino

Já viajo neste mundo há algum tempo. Sou contemporâneo de seis papas: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Francisco I. Lembro-me muito bem dos últimos cinco. João XXIII morreu em 1963, tinha eu cinco anos. Não me lembro dele a não ser pelos livros de história: foi um papa revolucionário que mudou como poucos a Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, admiro-o muito por ter tido a coragem de o fazer. No entanto, sendo eu um ateu/cristão (ou, talvez, um cristão/ateu), não baptizado (nem faço ideia da coragem do meu pai para ter decidido não me batizar nos finais dos anos 50), o Papa com que mais simpatizei foi o Francisco. Desde logo pelo nome: como foi possível nunca ter havido um papa com esse nome? O nome de um santo tão importante para a Igreja? Terá sido porque foi o santo dos pobres e do desprendimento material? Depois, pela sua bondade e proximidade com as pessoas simples, pelas causas dos desvalidos, dos mais ostracizados e frágeis e dos que nada mais têm do que a religião para se abrigarem.

Boa viagem, Jorge!

P. S. - Afinal, ainda fui

contemporâneo do Papa Pio XII por uns 6 meses.

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