O tempo não abranda, e as estações do ano impõem o seu ritmo repetitivo, circular, inadiável. Alguém tem que o fazer, e cá ando eu a filosofar pelo pomar de sequeiro, pelas mais doces sombras das sombras: as das alfarrobeiras. Vizinhos dizem-me que nem vale a pena. Estão a 5 euros a arroba. Mas eu sou como elas, um produto do tempo que vale o que vale, quando vale.
O meu editor telefona-me e manda-me meiles. Os versos são tão compridos, como os vamos espalhar pelas folhas? Vou a casa, abro o texto e envio propostas. Aproveito e vejo o João Almeida a atrasar-se na Vuelta.
Volto. Volto sempre. Voltarei sempre.
PS - Por aqui perto está a sepultura do nosso cão Matrix, que cavei docemente. Guarda a Quinta quando se chega.
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