Se das fímbrias da tua árvore natalícia, sarça fria e informe, pingasse sangue, a árvore cumpriria a sua promessa de destino: tingir de dor o chão onde cicatrizam os teus passos. Serias então tu a conduzir as tuas errâncias e a rasgar o tempo instalado nas fendas irregulares do esquecimento, nas profecias anunciadas ao principio da agonia incandescente da palavra. Se no chão escarlate que atravessas sem destino não se fecharem as cicatrizes do nascimento dos insurgentes, o pântano ungirá de nojo as verdades que nunca aconteceram.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Tudo também pode ser nada
(sem rede) Se tudo não passasse de um desaparecimento atrás de uma esquina chanfrada, daquelas que não custa nada, mesmo nada, dobrar, u...
-
Fui a Marraquexe três vezes. A primeira, em 1983, à boleia e de comboio. Desci na cidade com um dos meus maiores amigos, o Pedro Arroio, que...
-
O nosso amigo Rogério Cão, um algarvio de Vila Nova de Famalicão, é o Prémio Calceteiros de Letras 2025. Este Prémio, uma espécie de óscar ...
-
Entre ... e ... também corre um deserto de pedras. Uma borboleta pousou numa nespereira morta. Uma abelha morta no meio do cus-cus. Nunca di...
Sem comentários:
Enviar um comentário