E diz, entre outras coisas muito interessantes, o grande Miguel Real no prefácio da obra: "...e a grande novidade temática e estilística do fantástico sem terror e muito amor do anjo que procura ser homem, descendo às profundezas minéricas do Hades para depois, já sem a impeditiva asa celestial, se tornar definitivamente “homem à procura da eternidade” (“O amor é uma fuga sem fim”, de Vítor Gil Cardeira, indubitavelmente uma das melhores narrativas desta Antologia) – o conjunto destes contos evidencia um novo tratamento do tempo e da actualidade quotidiana que se pode sintetizar na conhecida frase de José Saramago “o tempo é todo um”."
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