terça-feira, 5 de outubro de 2010

para lá dos tempos

 








 


Era Agosto e o Verão de 1982. No dia 3. Os U2, praticamente desconhecidos, deslumbraram os que tiveram o privilégio de estar nessa noite mágica, no campo de futebol da pacata aldeia de Vilar de Mouros. Eu era um deles. A minha vida mudou até para lá dos fins dos tempos. Foi lá que conheci a mulher que desde então acompanha os meus dias. Até para lá do fim dos tempos.


Continuei a seguir a carreira fulgurante da banda e a ouvi-los. Nunca mais os tinha visto. No Natal passado, mão amiga, sabendo da importância da banda nas nossas vidas, ofereceu-nos dois bilhetes para o concerto, longínquo (no tempo e no espaço), de Coimbra. Dia 3 de Outubro de 2010. Lá fomos, sem os filhotes, como no início de tudo. Chuva torrencial na tarde. Os deuses protegem os audazes: uma noite maravilhosa.


 


Um concerto extraordinário, uma banda do outro mundo: um profissionalismo e um rigor insuperáveis, uma simpatia contagiante, uma parafrenália tecnológica louca e surrealista, um palco irreal e flamejante, uma massa humana rendida e em transe. A eficácia retira um pouco de emoção, o perfecionismo é inimigo da sensação. Aquela mágica noite no Norte não tem comparação... Tínhamos todos 20 anos, é certo...


 


PS: O filme, interessante como registo memorial, foi feito pela Bé.

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