
O sono paralisa a calma da noite. Paralisa a confluência dos passos na lenta progressão do calendário irreflectido quando gemes nos lençóis periféricos. Enquanto o prazer se esvai nas carnes reflexas e me recusas a humidade inconformada do sexo, ratificas o silêncio dos afectos, o vazio que me enche as apocalípticas memórias, as profundas fracturas rasgando desejos paranóicos que sucumbem no clamor dos instintos liquefeitos.
Quando a boca entreaberta revela a confusão das iniquidades das entranhas no enrugamento periférico do leito encharcado das humidades dos corpos, agarro a luminosidade das nádegas abandonadas, percorro a ausência que se instala entre nós. Uma ausência sem limites onde, por vezes, a multidão irrompe.
Quando o sono envolve a luz convulsa que emerge da carne insaciável, inicio a estrada fetal que me transporta a casa, onde renascerei sem ti.
(versão para poetas chalados - desculpem-me a redundância)
O sono paralisa a calma da noite
paralisa a confluência dos passos
na lenta progressão do calendário irreflectido
quando gemes nos lençóis periféricos
enquanto o prazer se esvai nas carnes reflexas
e me recusas a humidade inconformada
do sexo
ratificas o silêncio dos afectos,
o vazio que me enche as apocalípticas
memórias, as profundas fracturas rasgando desejos paranóicos
que sucumbem no clamor dos instintos liquefeitos.
Quando a boca entreaberta revela
a confusão das iniquidades das entranhas
no enrugamento periférico do leito
encharcado das humidades dos corpos,
agarro a luminosidade das nádegas
abandonadas,
percorro a ausência que se instala entre nós.
Uma ausência sem limites onde,
por vezes, a multidão irrompe
quando o sono envolve a luz
convulsa que emerge da carne insaciável
inicio a estrada fetal que me transporta a casa
onde renascerei sem ti.
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