terça-feira, 25 de novembro de 2008

os animais da cabeça


 


Já digitalizado, com prefácio de José Carlos Barros, o novo livro de Rui Dias Simão está a caminho da gráfica, onde será materializado.


 


A capa, a contracapa e a lombada e um cheirinho do conteúdo.


 


Como disse um dia Ferlingueti na apresentação de um livro de Ginsberg, "minhas senhoras, arregaçai as fímbrias das vossas saias que vamos atravessar o inferno!"


 


Saia à luz do dia em 2008 ou em 2009, será certamente o acontecimento literário do ano.


 


Aqui para nós que ninguém nos lê, a edição é - será sempre -obra das edições cativa e, parece-me, desta vez, contar com a parceria da editora - muito em voga aliás- 4 águas.


 


"...arregaçai as fímbrias..."


 



A mulher não esmorece perante

a literária lua.

Não levanta um medo para os flancos

da pouca noite.

A claridade, a claridade existe para além

dos escombros do filho que não está.

O corpo é uma praça iluminada

quando caminha com existência

visível.

A lua deita-se com esta mulher diária.

A mulher não adoece perante

a memória lúcida e cega.

Onde a areia branca?



 

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