sábado, 14 de junho de 2008

Tratados e Referendos


 


Já aqui há uns posts atrás me tinha referido à minha desconfiança para com os referendos. Por mim, nicles. São mecanismos de legitimação de populismos variados e caros a berlusconis, le pens e quejandos. Ainda por cima, quando não plebiscitários, servem para todas as manifestações laterais e colaterais de desagravo para com quem governa e para descarregar as fúrias em relação a tudo o que chateia o comum do cidadão. Sei que esta minha posição não é nada politicamente correcta e tenho tido discussões verrinosas com amigos por isso. Sobretudo com os meus companhons de route canhotos.


 


 


Com   o número de países da actual UE, o mosaico cultural e étnico, as diferenças socio- económicas, as sensibilidades políticas e religiosas e as crises que nos afectam nenhum tratado poderá alguma vez ser  legitimado em referendo. Nem o de Roma... a não ser que se referende a baixa do imposto sobre os produtos petrolíferos.


 


Se os políticos que nos governam (Europa) fossem mais inteligentes poderiam fazer um referendo a qualquer tratado em simultâneo (claro que já devem ter pensado nisso) para  todos os países da UE e mesmo assim não vos garanto que seria aprovado.


 


Sobre a muito debatida legitimidade dos parlamentos para aprovar estes tratados que obrigam a todos e que a todos impõem regras e compromissos, quem não crê na democracia representativa que atire a primeira pedra. Quando nos representaram mal, mudamo-los. Simples como o ar que se respira. Vinte e seis parlamentos a aprovar um tratado será uma cabala para enganar o povo? Esta malta vive para lixar o pagode? Isso era o que dizia o Salazar e dizem ditadores por todo o lado. Política? Que Horror!!! Os políticos são como os outros profissionais. Há-os bons e maus.Se se tivesse feito um referendo para introduzir o Euro tenho a certeza que ainda hoje para irmos a Espanha, lá tínhamos de nos munir de pesetas para comprar caramelos e pipas.


 


Sou por uma Europa das nações onde possamos viajar sem constrangimentos e onde o multiculturalismo seja o motor do desenvolvimento. Claro que sou um lunático...

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