quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Caos Nocturno da Memória






Às vezes recomeço a arrumar o caos que me atafulha a memória. Recomeço sabendo que é um trabalho vão. A violência que por lá jaz envolta em pó enoja-me e impede-me de  enfrentar outra vez o sofrimento atroz de antanho.

Só é arrumado quem tem poucas coisas que arrumar. Sobretudo na cabeça. Peço, no entanto, desculpa aos que me trazem à superfície bocados de violência por mim derramada e que os atingiu de forma voluntária e brutal. Especialmente àqueles que amo.

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