Os jornalistas são fantásticos. Vejamos só um caso: a mobilidade na função pública.
Enquanto o governo vai trilhando este caminho lentamente e tentando assobiar para o lado para ver se ninguém dá por nada, os jornais caem-lhe em cima acusando os governantes de medo e incapacidade de agir, onde a contestação é mais que certa.
Em termos jornalísticos está certo. O governo cumpre há que denunciar o incumprimento. Só que o que os jornais querem (aqui como em, infelizmente, todo o lado) é "sangue". Então incentivam o "sangue" a montante e vão, ainda, aproveitá-lo a jusante. Expliquemo-nos: depois de "denunciar" o incumprimento do governo e o ainda pequeno número de trabalhadores no quadro de mobilidade, vão entrevistar os coitados que já lá estão (poucos, segundo eles a montante) expondo a triste sina de quem é atirado borda fora e as maldades a que foram sujeitos pelo governo.
É como um adepto de um clube que ache bem que um atleta seja dispensado pelo treinador porque não rende e depois vá denunciar a sua triste sina de rejeitado criticando fortemente os responsáveis pela sua saída.
Preso por ter cão e preso por não o ter!
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