domingo, 24 de junho de 2007

Uma Porta Encravada

Uma porta encravada
na vida residual,
no gene obliterado e
cru,
barra o mandamento final
da solidão.

Uma porta no caminho
irrecusável,
no sulco apoteótico
das substâncias,
no campo lavrado
das minudências repletas
de caos.

Algures, entre nada e confusão, asperge o sémen
da vizinhança
ressabiada e nua das origens
comprimidas.

A porta não revela o caminho
coordena, condena e avalia,
saufraga e implora
a  violação suprema do peixe,
da cruz e dos espinhos.

O Universo prenhe
de raiva imaculada
e ra(o)sa.

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