Uma porta encravada
na vida residual,
no gene obliterado e
cru,
barra o mandamento final
da solidão.
Uma porta no caminho
irrecusável,
no sulco apoteótico
das substâncias,
no campo lavrado
das minudências repletas
de caos.
Algures, entre nada e confusão, asperge o sémen
da vizinhança
ressabiada e nua das origens
comprimidas.
A porta não revela o caminho
coordena, condena e avalia,
saufraga e implora
a violação suprema do peixe,
da cruz e dos espinhos.
O Universo prenhe
de raiva imaculada
e ra(o)sa.
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