segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Algas da Cidade

 


 


 


 


                          Carrego a noite


Esmago os cabelos com os pés


O suor desarticula-me o pensamento


Dos dedos sinto soltar-se a madrugada,


Os olhos inchados recusam-se,


O teu leito espera-me,


Vejo-te nua na noite


Masturbar-me os pêlos


Babo-me,


Liberto prazer, acaricio-me.


 


Sinto as algas da cidade


Revolverem-me o corpo,


O meu sorriso.


 


Arrasto-me em direcção à madrugada


Rasgo os pulsos na corrente


No horizonte diviso a ténue luz


Do teu sexo        húmido


Os olhos inchados recusam-se


As algas do poder ecoam-me


Na mente masturbada


Reconheço-te...


Os olhos inchados recusam-se.

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