Os dedos rebolam
Entre os cabelos vaginais
Totalmente possuídos por espíritos,
Rebolam ao encontro da saudade
Dos úteros de movimento perdido.
Não há mais nada na anarquia,
O poder chupa-nos
Praticamos a magia e sonhamos
Que somos homens bons.
Calai-vos desejos que nos culpam
Se nem o frio é oferecido,
Se os anos correm aos gritos dos povos
E maldizem a cobardia dos poemas.
Os dedos rebolam sem nexo
Acorrentados ao poder de além país,
À procura do sexo
Correndo à volta dos ventos
E sabendo que um trovão não esperará por eles.
Cedo o rebanho progrediu
Nas melodias abruptas do fado.
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