segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Escalpes de Prostitutas

 


 


Ainda Há luzes


Mas já não vejo as bombas de neutrões


Ainda há homens


Mas já não vejo os corações


 


Escalpes de prostitutas


Vagueiam na noite esquecida


Como se nada se aprendesse


Nos lampiões por linchar.


 


Ao longe os rebentos ensanguentados


Dançam com a matéria desejosa


De amar os soldados desconhecidos.


 


Partem as árvores sem ramos


Para encontrar o espírito do Sol


Acenam aos esquecidos da guerra


Que não sonham há muito


 E merecem acordar esventrados.


 


Para sempre te julgo como os outros


Uma parte do podre por morrer.

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