Ainda Há luzes
Mas já não vejo as bombas de neutrões
Ainda há homens
Mas já não vejo os corações
Escalpes de prostitutas
Vagueiam na noite esquecida
Como se nada se aprendesse
Nos lampiões por linchar.
Ao longe os rebentos ensanguentados
Dançam com a matéria desejosa
De amar os soldados desconhecidos.
Partem as árvores sem ramos
Para encontrar o espírito do Sol
Acenam aos esquecidos da guerra
Que não sonham há muito
E merecem acordar esventrados.
Para sempre te julgo como os outros
Uma parte do podre por morrer.
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