O homem sonhou que um dia a vida seria para trabalhar menos e sempre em actividades, como diriam os nossos irmãos brasileiros,"gostosas."
Infelizmente penso que já chegámos ao pico onde se cruzam as linhas do tempo e da "gostosura" no trabalho.
Depois dos computadores, dos robôs, da digitalização, das múltiplas máquinas-que-quase-tudo-fazem, vamos passar a trabalhar mais.
Eu sei, eu sei, que quando vou ao restaurante quero o peixe mais fresco do mundo e isso...
Quando vou ao dentista quero dedicação, paciência e competência e isso...
Quando visito uma cidade quero-a limpa e isso...
Quando....Quando....Quando....
Custa muito trabalho!
Mesmo assim penso que poderemos sempre conciliar trabalho aliciante e tempos de lazer...Trabalhando menos por época e por vida, por mais que esta última se estenda para lá da centúria.
E se alguém quiser trabalhar mais, que o faça. Liberdade acima de tudo. Todos devíamos ter direito ao trabalho e o dever de trabalhar sem que isso impedisse o direito à convivência com familiares e amigos, à leitura, a ouvir música, a ir ao cinema, ao teatro, ao cinema, a caminhar pelos campos e pelas cidades, a praticar desporto, etc. Nestes domínios não haveria lugar a deveres. Quem não quisesse a isso não seria obrigado...
Agora a lógica de que se os chineses trabalham 14 horas por dia e que se não têm ,ou não querem ter; férias, nós temos que trabalhar mais e ter menos férias, é que não conduz ao caminho de humanização a que humanidade (passe o pleonasmo) tem vindo a seguir, lentamente e com os precalços que conhecemos. Não seria mais lógico os chineses trabalharem um pouco menos? Ao contrário do que nos têm vindo a, etnocentricamente (ou melhor eurocentricamente), a tentar convencer, eu também acho que os chineses gostariam de tarbalhar menos, de ter férias, 13º e 14º mês, etc...
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