Foi então que resolvi suborná-lo. Lati-lhe baixinho como que a confessar uma amizade passada e esquecida. Abanou a cauda, como se a mentira lhe tivesse roido os testículos, e riu com os dentes ironicamente húmidos.
Pediu-me um cigarro e apoiou-se nas patas traseiras. Nervosamente retirei um cigarro da camisa e estendi-lho. Fogo! Ladrou espetando o cigarro no incisivo raivoso.
Salvo, estava salvo! Nenhum dos dois tinha lumes e ele entrou na tabacaria para comprar fósforos.
Reassumi a compostura e lá fui assobiando rua acima.
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